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Cadastro digital de empresas: de dias a minutos sem perder o controle

Papel, redigitação e dias de idas e vindas. O que aprendemos ao levar o cadastro de clientes corporativos de instituições financeiras a um fluxo digital de minutos.

Por que o cadastro corporativo ficou para trás

O conhecimento do cliente é a primeira linha de defesa do sistema financeiro. Como lembra o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI), conhecer o cliente é essencial para assegurar que os recursos não estejam ligados ao crime ou ao terrorismo. Essa exigência se traduz em validações documentais, listas de controle, verificação de identidade e revisão de beneficiários finais que, no caso das empresas, se multiplicam.

Quando tudo isso é resolvido com papel e digitação, aparece um padrão conhecido:

  • Captura duplicada. O cliente preenche formulários físicos e alguém os digita de novo no sistema.
  • Retrabalho. Um campo ilegível ou um documento vencido devolve a solicitação ao início.
  • Validações isoladas. Cada verificação é feita separadamente, em ferramentas distintas e em ritmos distintos.
  • Evidência fragmentada. Quando chega a auditoria, reconstruir o que foi validado, quando e com que comprovante leva horas.

O resultado é um processo de vários dias que desgasta o cliente, consome tempo das áreas comerciais e operacionais e, paradoxalmente, nem sempre é mais seguro.

O digital não é menos rigoroso

Existe a ideia de que digitalizar o cadastro implica afrouxar controles. A evidência aponta em outra direção. No seu guia sobre identidade digital de 2020, o GAFI assinala que os sistemas de identificação digital confiáveis podem tornar a devida diligência do cliente mais fácil, mais barata e mais segura do que os métodos tradicionais, e que reduzem as fragilidades próprias da supervisão manual. O guia propõe uma abordagem baseada em risco: entender o nível de confiança que cada mecanismo oferece e usá-lo conforme os riscos da operação.

Essa lógica também se aplica ao cadastro corporativo. Um fluxo digital bem desenhado executa todas as validações, na ordem correta, todas as vezes, e deixa constância de cada uma.

Digitalizar o cadastro não é colocar um formulário na web: é fazer com que cada validação ocorra uma vez, no momento certo e com evidência.
Equipe de Automação e Integração, Redsis

Como é um fluxo de autocadastro corporativo

No projeto que acompanhamos, o cadastro passou a ser um fluxo digital com validações externas integradas ao core de cada instituição, sobre o GoAnywhere MFT. A plataforma da Fortra combina transferência segura de arquivos com automação de fluxos: pode receber dados e documentos por canais seguros, criptografá-los, validá-los, transformá-los e encaminhá-los aos sistemas de destino, com registro de auditoria de cada etapa. O fluxo cobre quatro frentes:

  • Validação documental da informação e dos comprovantes que a empresa entrega.
  • Identidade e conformidade , com verificações externas integradas ao processo.
  • Integração com o core , para que a informação chegue aos sistemas da instituição sem redigitação.
  • Experiência do cliente corporativo , que completa o processo por conta própria e no seu próprio tempo.

Cinco lições para digitalizar o cadastro de empresas

1. Mapear o processo real, não o do manual

Os procedimentos escritos raramente refletem como uma empresa é cadastrada hoje. Convém levantar o processo real com as áreas comercial, operacional e de conformidade: o que é pedido, o que é validado, onde trava e por que é devolvido.

2. Capturar uma única vez

Cada dado digitado duas vezes é uma oportunidade de erro. O fluxo deve capturar a informação na origem, validá-la ali mesmo e levá-la ao core sem intervenção manual. É a forma mais direta de eliminar retrabalho.

3. Integrar as validações ao fluxo

Se as verificações documentais, de identidade e de conformidade continuam acontecendo por fora, o gargalo apenas muda de lugar. Integrá-las ao fluxo permite executá-las em paralelo ou em sequência, conforme a regra de negócio, e conhecer o resultado de imediato.

4. Desenhar a rastreabilidade desde o início

A evidência para auditoria não deve ser montada no final, e sim gerada a cada etapa: quem enviou o quê, quando, qual validação foi executada e com que resultado. Assim, atender a uma exigência regulatória deixa de ser um projeto.

5. Pensar em quem cadastra a empresa

Do outro lado está um gerente financeiro ou um representante legal com pouco tempo. Instruções claras, envio simples de documentos e avisos sobre o andamento da solicitação fazem tanta diferença quanto a tecnologia de fundo.

O resultado: cadastro em minutos, com evidência completa

O tempo de cadastro passou de vários dias a minutos. A digitação e a redigitação manual da informação desapareceram e, com elas, o retrabalho. Cada cadastro deixa evidência completa para auditoria interna e regulatória, e as validações externas ficaram integradas ao core de cada instituição.

Para as instituições, isso significa clientes corporativos que começam a operar antes e equipes que dedicam o seu tempo a assessorar, não a digitar. Para os clientes, significa uma primeira experiência à altura do que esperam do seu banco.

Por onde começar?

Se na sua instituição o cadastro de empresas ainda depende de papel, de e-mails com anexos ou de validações feitas separadamente, vale a pena começar por um diagnóstico do processo atual e dos seus pontos de integração com o core. Na Redsis combinamos mais de 25 anos de experiência em plataformas de missão crítica para a banca com soluções de automação e integração da Fortra, como o GoAnywhere MFT e o JAMS.

Leia o caso completo

Conheça como instituições financeiras levaram o cadastro dos seus clientes corporativos de dias a minutos com o GoAnywhere MFT.

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